2 de jun. de 2010

Lágrima de Sangue

O mundo parou de repente
Os homens ficaram calados
Discípulos cardíacos sem eira nem beira
A militância progressista
O coração com sede de justiça
Capitães e soldados
Suseranos e vassalos
Vestem a farda dos seus postos
Uns com remorso
Outros com desgosto
Enfrentam outros povos
Outras nações
Derramam rios de sangue
Exterminam multidões
E o povo grita:
Será uma genética revanchista ou uma relação de predatismo?
Estamos mesmo na Idade das Trevas
Batalhas sangrentas e obscuras são travadas
Mulheres e crianças, pelas bombas, são esquartejadas
Numa era na qual
A soma da vida é nula.


Poema: Lágrima de Sangue
Poetisa: Camila Suélen
Redigido em 2003